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Agricultura Brasil


  

Agricultura

    MAPA DO BRASIL NA AGRICULTURA !

 

A agricultura brasileira

 

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Produção de grãos no Brasil pode ser afetada pelo avanço do aquecimento global


O mundo tem registrado temperaturas cada vez mais altas. Um reflexo do aquecimento global, que pode afetar a produção de grãos no Brasil.

Cientistas afirmam que, se nada for feito, em 2050, os produtores rurais vão ter dificuldade para fazer o milho e o feijão chegarem ao prato dos brasileiros.

 

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Stephanes convoca setor rural para debate ambiental

 

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, conclamou hoje o setor produtivo rural a participar de forma mais ativa do debate sobre as propostas de alteração do Código Florestal. O assunto está tramitando no Congresso Nacional, com prazo até 11 de dezembro. "Está na hora de o setor rural participar das decisões", afirmou a representantes do setor canavieiro reunidos no Ministério para debater problemas relacionados ao setor.


O ministro também voltou a demonstrar insatisfação com o colega do Meio Ambiente, Carlos Minc. "Tenho procurado ser obediente e bem comportado sobre esse assunto, enquanto isso Minc faz tudo o que vocês sabem o que ele faz; faz acordos e diz que faz acordos...", disse. "Como ele (Minc) mantém esse comportamento, também resolvi tomar uma posição um pouco mais forte", continuou. Minc já recebeu um puxão de orelha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por desgastar a relação com outros ministros publicamente, inclusive com Stephanes.


O ministro da Agricultura fez referência a declaração do presidente Lula, durante a divulgação do Plano Safra, ao final do mês passado, em Londrina (PR). De acordo com ele, Lula "deixou muito claro" que o governo não pode ir contra produtores que foram incentivados a plantar nas décadas de 30 e 40. Isso porque as alterações no Código preveem penalidades, como multa e desapropriação de plantio em determinadas áreas consideradas como prejudiciais ao meio ambiente. Segundo Stephanes, cerca de um milhão de produtores podem perder suas terras por falta de conhecimento do assunto. "Sou filho de produtor e meu pai não lia o Diário Oficial todos os dias", argumentou.


De acordo com o ministro da Agricultura, o Código Florestal em vigor foi formatado apenas com base em um dos lados envolvidos no assunto, o dos ambientalistas. Evitando criar desavenças com o setor, Stephanes ressaltou a importância dos ambientalistas no tratamento da questão, mas também quer que os produtores rurais marquem posição. "Não é possível que um ministro da Agricultura saiba apenas pelo Diário Oficial de questões que envolvem o setor", criticou.


Esta é a segunda vez que o ministro mostra publicamente sua indignação com o tratamento que Minc dá ao tema. A primeira foi há aproximadamente 15 dias, durante audiência pública realizada na Câmara dos Deputados. "Tenho procurado manter uma discussão equilibrada, racional e calcada em bases técnico-científicas", citou.

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Os principais produtos da Agricultura Brasileira !

 

O café:

 

O café é originário da Abissínia (atual Etiópia). Foi levado para a Europa provavelmente pelos árabes e durante muito tempo foi aí cultivado como simples planta de jardim.

Posteriormente, foi levado da França para as Antilhas e para a Guiana Francesa nos primeiros anos do século XVII (17)

Em 1727, o sargento - mor Francisco de Melo Palheta, dirigindo - se a Caiena (Guiana Francesa) em missão oficial, conseguiu trazer as primeiras mudas de café, que foram plantadas em Belém do Pará.

Na primeira metade do século XVIII (18), o café ja tinha penetrado no Maranhão e, por volta de 1770, a Bahia ja possuia plantações de café.

O bispo do Rio de Janeiro, em fins do século XVIII (18), muito contribuiu para o desenvolvimento da cafeicultura. Possuindo uma fazenda, o bispo destribuia mudas de café de seus viveiros para quem se interessasse em plantá - lo.

As plantações de café cresciam em direção a São Paulo pelos contrafortes da serra do Mar e pelo vale do Paraíba.

Supõe - se que a introdução do café na província de São Paulo tenha ocorrido por volta de 1790.

Ganhando as terras paulistas, a cafeicultura desenvolveu - se espetacularmente. Em meados do século XIX (19), a região de Campinas era a maior produtora do Brasil. O café, na sua marcha no Estado de São Paulo, ultrapassou a depressão periférica paulista e alcançou o planalto Ocidental (Ribeirão Preto, Alta Paulista e Zona da Araraquerense).

Nos famosos solos de terra roxa do planalto Ocidental, se desenvolveu extraordinariamente.

Em 1830, o café já ocupava o primeiro lugar na pauta de exportações do Brasil.

Necessitando de um sistema de transporte que pudesse escoar a produção de café até o porto de Santos, já no início da segunda metade do século XIX (19), ocorreu a implantação das ferrovias no Estado de São Paulo. Em 1868, foram inauguradas a E. F. Santos _ Jundiaí e a campanhia Paulista de Estrada de Ferro. De 1872 a 1875, entraramem operação a Cia. Mogiana de Estrada de Ferro.

Além de a cafeicultura do Estado de São Paulo ter estimulado o desenvolvimento ferroviário, influiu também no aparelhamento do porto de Santos e estimulou fluxo imigratório. No período de 1880 a 1889, os imigrantes entrados em São Paulo representavam 40,1% do total dos imigrantes vindos para o Brasil.

A produção de café no Brasil, em fins do século XIX (19), não encontrava rival no mundo, sendo até hoje o Brasil é o primeiro produtor mundial.

A espansão da demanda de café, nos países da Europa e América, fez com que o volume de produção desse produto atingisse cifras muito elevadas. Novas áreas foram ocupadas pela cafeicultura, como o norte do Paraná há cerca de 40 anos, possibilitando o rápido aparecimento e crescimento de cidades como Londrina, Maringá, Apucarana e outras. Há alguns anos, o café ultrapassou os limites do Estado de São Paulo e penetrou em terras do Mato Grosso do Sul. Entretanto, a cafeicultura passou por sérias crises.

 

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Agricultura: RS cede R$ 6,8 milhões em máquinas e equipamentos a 57 cidades

 

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, e o chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, repassaram, na condição de cessão e prorrogação de uso, através Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio, máquinas e equipamentos do Estado avaliados em R$ 6,8 milhões a 57 municípios e entidades gaúchas. Eles serão utilizados principalmente em áreas rurais, para plantio e colheita, e atividades de infra-estrutura social básica do campo, como terraplanagem, vias de acesso, preparo do solo e técnicas de conservação do solo.
Entre os equipamentos cedidos, estão 14 tratores John Deere, avaliados por cotação de mercado em R$ 1,2 milhão; oito retroescavadeiras Fiatallis, R$ 900mil; seis caminhões basculante International, R$ 450 mil; dois tratores Fiatallis, R$ 400 mil; oito tratores Massey Ferguson, R$ 320 mil, e quatro retroescavadeiras Case, R$ 250 mil. Já para algumas entidades, o Estado está cedendo espaços do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

Os 57 municípios são na sua maioria de porte pequeno e médio. Entre eles, Hulha Negra, Dom Pedro de Alcântara, Cambará do Sul, Bom Progresso, Tuparendi, São Valério do Sul, Vale Verde, Palmitinho, Quinze de Novembro, Boqueirão do Leão e Alto Alegre, entre outros. Já entre as entidades, a União Brasileira da Igreja Adventista do 7 Dia, a Escola Estadual Técnica Celeste Gobbato e a Associação dos Trabalhadores Rurais de Jacutinga.

O chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, afirmou que a governadora Yeda Crusius prioriza o desenvolvimento regional e a melhoria da qualidade de vida dos gaúchos. "Atendendo determinação da governadora Yeda Crusius, estamos investindo em projetos e programas que mantenham o homem no campo e desenvolvam pequenas comunidades e municípios", afirmou o secretário Wenzel, se referindo à cessão de uso de máquinas e equipamentos do governo do Estado às prefeituras.

As informações partem da Assessoria de Comunicação do Governo do Rio Grande do Sul. 

 

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Ambientalistas contestam lei de regularização de terras na Amazônia

 

Medida recebeu dois vetos presidenciais.

O presidente Luis Inácio Lula da Silva sancionou a Medida Provisória 458, sobre a regularização fundiária na Amazônia. No último dia do prazo para a sanção da medida, foram vetados um artigo inteiro e parte de outro, o que tornou proibida a transferência de terras da União para pessoas jurídicas e que não vivem no local, mas exploram a propriedade por meio de terceiros. O item foi incluído durante a votação na Câmara dos Deputados, após pressão da bancada ruralista. Mesmo com o veto presidencial, as novas regras agradaram a alguns representantes do setor rural.

— Eu acho que o objetivo da Comissão era preservar sobretudo a pequena propriedade, o pequeno produtor, e aqueles que estão lá, que estão produzindo. Não o forasteiro que quer se aproveitar deste momento de mudança para se emitir na posse e se beneficiar da medida — disse o presidente da Comissão de Agricultura do Senado, senador Valter Pereira (PMDB-MS).

Os ambientalistas queriam que o presidente Lula vetasse também o artigo sobre o prazo para a venda das áreas regularizadas. A nova lei reduziu de 10 para três anos o período que os donos de propriedades acima de 400 hectares devem esperar antes de vender as terras. Segundo eles, essa medida pode estimular a grilagem na região.

O representante da Organização Não-Governamental Preserva Amazônia diz que os problemas começaram no texto original da medida provisória, encaminhada pelo governo ao Congresso. Ele explica que a lei deveria beneficiar os pequenos agricultores que vivem em terras de até 100 hectares e não os posseiros de áreas com até 1,5 mil hectares.

O Ministério Público Federal anunciou que vai contestar pontos da lei, que segundo os procuradores, ferem a Constituição. Um deles é a venda de terras públicas sem licitação.

O Congresso Nacional ainda deve analisar se acata ou derruba o veto apresentado pelo presidente, o que não há data nem prazo para ocorrer.

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Processos agroflorestais podem ser implantados na atividade agrícola

 

Pesquisadores de toda a América Latina fazem visitas técnicas para conhecerem sistemas.

Há 50 anos, um pequeno sítio resiste à expansão urbana de Taguatinga, cidade-satélite do Distrito Federal. Os prédios não intimidam a agricultora Massae Watanabe, que aposta na produção de orgânicos. Há três anos, ela decidiu ousar e implantar sistemas agroflorestais no coração da região administrativa.

O trabalho de Massae foi conferido de perto nesta sexta, dia 26, por pesquisadores de toda a América Latina em uma visita técnica que faz parte do VII Congresso de Sistemas Agroflorestais (CBSAF), que acontece em Luziânia, em Goiás.

Nos 39 hectares, aos poucos, a produção começa a se confundir com a mata nativa.

São sistemas que fazem um consórcio, fazem uma interação da agricultura com o cultivo de florestas, com o plantio de árvores — explicou o diretor do Instituto de Permacultura Ipoema, Eduardo Rocha.

É uma experiência que a agricultura pretende extender a toda propriedade. Segundo a dona das terras, esta é uma forma de alcançar a sustentabilidade.

Você ganha muito em termos de espaço, em termos de ciclagem de nutrientes, em termos de cobertura morta, em termo de manejo de solo e da planta. Então, a gente só tem a ganhar — afirmou Massae.

A experiência com os sistemas agroflorestais levou a agricultora a testar outros métodos mais ecológicos, como o utilizado nesta horta: o policultivo. Na lavoura onde antes só tinha um tipo de hortaliça, agora crescem diversas variedades de alimentos.

A gente combinou as plantas que são amigas no mesmo espaço, respeitando o espaço que elas precisam para crescer, respeitando o ciclo da cultura e o extrato que elas têm — disse a agricultora.

Consciência que também está presente no depósito da produção, feito de barro, e até na fossa do banheiro.

Indo até uma propriedade dessas que vem trabalhando de forma sustentável, a gente consegue ver os resultados concretos para a agricultura familiar e isso a gente tende a multiplicar no Brasil — disse o engenheiro agrônomo Diogo Sobreira, do Acre.

A anfitriã faz questão de observar que está recém começando nos processos agroflorestais, e que para crescer é preciso que o consumidor faça a sua parte.

Quando um cliente nosso que já é até amigo consome um orgânico, ele está ajudando para que o nosso trabalho possa ter continuidade.

 

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Greening chega aos pomares do Paraná

 

Problema preocupa ainda mais porque o Estado está em plena colheita e, se detectada a doença, a saída é eliminar a planta.

Produtores de frutas cítricas paranaenses começam a combater o HLB ou greening. A doença existe em pomares comerciais de outros Estados e chegou ao Paraná. O problema preocupa ainda mais agora porque o Estado está em plena colheita e, se detectada a doença, a única saída é eliminar a planta.

Na Associação dos Fruticultores de Nova América da Colina, norte do Paraná, o trabalho não para. São 200 mil caixas da fruta colhidas por ano, com destino certo. Porém, hoje os 72 associados vão para os pomares preocupados. Em abril, foram registrados casos de greening em 33 municípios. Por aqui, a doença ainda não chegou, mas está perto.

A preocupação sempre tem, mas ainda não temos nenhum pé com a doença. A gente acha que no futuro pode acontecer porque está se alastrando bastante, já tem no município vizinho e a gente tem medo, fica assustado sim — disse o presidente da Associação de Produtores de Laranja de Nova América da Colina, Heriberto Bizerra de Melo.

Há vinte anos, o governo do Estado incentivou o plantio de pomares como alternativa de diversificação para pequenos e médios produtores.

Atualmente, o Paraná tem 35 mil hectares com pomares de cítricos e produz perto de 15 milhões de caixas por ano. Com a atividade consolidada, os planos eram de crescimento. Mas, a crise mundial também afetou o setor e agora uma preocupação a mais, a chegada do greening nos pomares paranaenses.

A Associação vende para o mercado interno e estava apreensiva com os efeitos da crise mundial. Agora, o problema mudou de foco, eles foram treinados para reconhecer o principal sintoma da doença, folhas amareladas. Neste caso, é falta de nutrientes, mas também pode ser sintoma de greening. Na dúvida, é preciso chamar um técnico. Um projeto da Associação de Ampliação da Produção e Modernização do Processo de Seleção corre o risco de não sair. A intenção era chegar a 500 mil caixas em cinco anos.

Acho que o greening ainda chegou primeiro do que a crise. Agora a gente está tendo essa questão do greening que preocupa bastante, nós no caso pequeno produtor acho que a gente consegue ter um controle melhor da doença agora a gente fica preocupado porque algumas fazendas que talvez não consigam ter a mesma vistoria, o mesmo equilíbrio da doença e isso preocupa a gente que é pequeno. De repente vem dos grande, assim como a crise veio dos grandes para os pequenos e de repente vem essa doença dos grandes para os pequenos também — completou Melo.

O greening é causado por uma bactéria transmitida por um pequeno inseto, que vive pricipalmente na murta, esse tipo de árvore ornamental, comum nas cidades. Ele acaba atacando os pomares de cítricos para sugar a seiva das plantas. O prejuízo vem porque a produção diminui e as plantas doentes precisam ser cortadas. Para o pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná, Rui Pereira Leite, o produtor não pode pensar duas vezes, deve acabar com a planta doente e com as murtas da área urbana.

Seria fazer as inspeções dos pomares, e eliminar as plantas doentes. Não tem nenhum produto químico que poderia curar uma planta doente, seria a eliminação dessas plantas. Além dessa medida de eliminação, é importante também o controle do inseto. A bactéria que causa a doença é transmitida por um inseto, então o controle desse inseto também reduz a disseminação da doença — concluiu Leite.

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Compra de produtos para merenda vai beneficiar agricultores familiares

 

A partir da semana que vem, no mínimo 30% dos alimentos que vão para a merenda escolar terão que ser comprados de agricultores familiares. Para isso, o governo reservou R$ 600 milhões.

A expectativa é de que 250 mil famílias de pequenos produtores sejam beneficiadas com a medida, que depende apenas da publicação de uma norma no Diário Oficial da União.

A lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva há dez dias vale para a compra da merenda estudantil distribuída nas escolas públicas, e que alimenta alunos de todos os níveis desde a creche até a alfabetização de jovens e adultos.

A norma operacional que vai orientar as prefeituras a fazerem a aquisição de alimentos da agricultura familiar está pronta e deve ser publicada na semana que vem no Diário Oficial da União. É o que falta para que os prefeitos reforcem a merenda escolar de 47 milhões de alunos das escolas públicas em todo o país.

Dos 5,564 mil municípios, duas mil prefeituras já manifestaram interesse em fazer a compra dos alimentos produzidos pelos agricultores familiares o quanto antes — afirmou a coordenadora de Planejamento de Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Cada agricultor familiar poderá vender até R$ 9 mil por ano em alimentos para as escolas, mas para isso terá que cumprir algumas exigências como ter a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) para pessoa física e também estar vinculado a alguma cooperativa, associação ou entidade ligada à agricultura familiar que tenha DAP para pessoa jurídica.

As organizações precisam ter DAP jurídica, que é uma DAP que diz que é uma organização da agricultura familiar. Para aqueles que não estão organizados, pode ser oferecida via grupo formal. Para isso, ele precisa procurar uma entidade de assistência técnica, ou seu sindicato que essa organização possa ser a entidade organizadora desse grupo. E seria muito mais no sentido de elaborar projeto, apresentar à prefeitura — explicou o coordenador do Programa de Aquisição de Alimentos do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Luiz Humberto Silva.

Por meio das representações nos Estados, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) está orientando as entidades a terem os documentos em dia para que possam vender os alimentos às escolas.

Nós sabemos que existem algumas cooperativas que têm no seu bojo a estrutura de agricultura familiar, mas não têm a DAP jurídica. Nós estamos até mesmo educando as cooperativas a buscarem a DAP jurídica e bem sabemos que quando o governo vier a adquirir não neste ano, mas no próximo ano alimento para a merenda escolar, nós teremos um número significativo de cooperativas, mas hoje eu digo que já existem cooperativas preparadas para atender — concluiu o gerente de Mercado da OCB, Evandro Ninout.

Além de fortalecer a agricultura familiar, o alimento produzido próximo à escola tende a ser mais barato e de qualidade, além de levar em conta os hábitos de consumo regionais como o açaí no norte do país e a rapadura no nordeste. Os estudantes aprovaram a medida

 

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Agricultura: governo RS quer alteração democrática do código florestal

 

Convidado a falar na audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (25), para discutir a Reserva Legal com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o secretário estadual do Meio Ambiente, Berfran Rosado, enfatizou que ao poder público cabe harmonizar a proteção ambiental com o desenvolvimento. Para ele, esta construção deve ser fruto de muito debate.
"O Código Florestal Brasileiro precisa ser ajustado ao que a sociedade reivindica. Deve ser cumprido plenamente, mas, para que isso ocorra, a sociedade precisa legitimá-lo", sustentou o secretário, lembrando que a atual legislação ambiental nacional é autoritária, pois nunca passou por discussão pública ou aprovação legislativa.

A legislação vigente prevê que 20% da área de propriedades rurais não podem ser utilizados para plantio ou criação de gado. Em 2008, o governo federal editou dois decretos que estabelecem penalizações aos produtores rurais que não averbarem as áreas de reserva legal de suas propriedades a partir de dezembro deste ano.

Berfran ficou satisfeito ao saber da intenção de Minc de reformular o Código, o que, na sua opinião, denota o reconhecimento do ministro de que, no atual formato, a aplicabilidade está dificultada. Minc apresentou uma série de proposições que nortearão o governo federal na edição de nova medida provisória (MP). Ainda que as sugestões do governo gaúcho - elaboradas após uma série de reuniões com a sociedade - estejam contempladas no documento federal, o secretário gaúcho solicitou ao ministro que ouça a Associação Brasileira das Entidades de Meio Ambiente (Abema) antes de editar nova MP. "Reconhecemos que houve um avanço por parte do governo federal. Contudo, entendemos que os princípios e conceitos da nova legislação devam ser iguais e estendidos para todos", defendeu Berfran.

As sugestões do Governo do Estado baseiam-se em cinco eixos: computar as áreas de preservação permanente (APPs) na área de reserva legal, possibiltar o manejo dentro das áreas de reserva legal, permitir a continuidade das atividades agropecuárias já consolidadas em APPs, exceto nas matas ciliares que devem ser recompostas, compensar a área de reserva legal fora da bacia hidrográfica na qual ela está inserida.

Por último, o secretário defendeu a anulação ou prorrogação do decreto federal que estabelece o mês de dezembro para que os produtores procedam a averbação da área de reserva legal, reivindicando que os estados façam a regulamentação e estabeleçam os critérios para procedimento.

Berfran sustenta que o aperfeiçoamento do Código Florestal Brasileiro pode ser encaminhado de duas formas: administrativamente, através de nova MP, ou politicamente, mediante votação no Congresso Federal. Destacou, ainda, que o Código Florestal Estadual, de 1992, e o Código Estadual do Meio Ambiente, de 2000, não originaram as questões que estão em debate. Com informações do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

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 Agricultura: fundação MT abre ciclo de palestras sobre como planejar safra

 

SAFRAS (23) - Pesquisadores da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, começaram hoje (23) a percorrer 26 cidades de Mato Grosso para levar informações que ajudarão o produtor a pensar e planejar a safra 2009/2010, que começa a ser plantada na segunda quinzena de setembro. Produtores rurais de Rondonópolis e de Campo Verde são os primeiros a receber as informações técnicas com eventos na manhã e noite dessa terça-feira (23).
O tema É tempo de mudanças e conquistas norteará as palestras que serão proferidas por pesquisadores da Fundação MT. De acordo com eles, as mudanças nos sistemas produtivos implicam em mudanças para uma nova safra.

Os desafios da agricultura mato-grossense frente ao cenário econômico serão mostrados por Dario Hiromoto, diretor-superintendente da Fundação MT que falará também sobre como o clima vai se comportar na próxima safra.

Recomendações de manejo de nutrição e adubação serão apresentadas por Leandro Zancanaro, do Programa de Manejo e Adubação (PMA) da Fundação MT. As cultivares de soja e seus impactos na produtividade serão mostrados por Dario Hiromoto e Sergio Suzuki.

Os resultados da soja Inox, variedade de soja resistente à ferrugem, e recomendações de manejo e posicionamento da nova tecnologia inédita no mundo serão repassados por Fabiano Siqueri.

As pesquisas com pragas e doenças da soja serão temas das palestras de José Tadashi Yorinori, um dos mais conceituados fitopatologista do Brasil e Lúcia Vivan, entomologista da Fundação MT.

O Fundação MT em Campo: É Hora de Plantar 2009 tem inscrições gratuitas e que podem ser feitas no local do evento. Além de Rondonópolis estão incluídos no ciclo de palestras Campo Verde, Primavera do Leste, Canarana, Água Boa, Mineiros, Alto Garças, Sapezal, Campos de Júlio, Campo Novo do Parecis, Tangará da Serra, Diamantino, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sinop e Sorriso. Com informações da Fundação MT.

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Lula lança Plano Agrícola e Pecuário de R$ 107,5 bilhões

 

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, lançaram no início da noite de ontem, em Londrina, o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2009/2010, que está destinando R$ 107,5 bilhões para a próxima safra. O presidente justificou o aumento de 40% no total de créditos neste plano, em relação ao anterior, como alternativa para o país sair mais rápido da crise.

Lula disse aos agricultores que, além de comemorar uma oferta maior de recursos para investimentos, créditos, comercialização e a adoção de várias novas medidas neste plano, o setor hoje é também destaque na geração de empregos. "No mês de dezembro foi o mais atingido, agora, de acordo com os dados do Ministério do Trabalho, é o que mais oferece vagas. Dos 131 mil empregos registrados no mês de maio, 53 mil foram gerados pelo setor agrícola", afirmou.

Para lançar o que considerou como o maior programa de financiamento da agricultura já feito no país, o presidente esteve ao Paraná acompanhado dos ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes, do Planejamento, Paulo Bernardo, e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. Eles foram recebidos pelo governador do Paraná, Robert Requião, e secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini.

O presidente garantiu aos agricultores que não vai faltar recursos. O PAP prevê R$ 92,5 bilhões para a agricultura comercial e R$ 15 bilhões para a agricultura familiar que, segundo o presidente, devem ser aliados, porque o Brasil precisa dos dois setores. "Gastem o dinheiro para plantar porque, se precisar de mais R$ 20 bilhões, R$ 30 bilhões ou até R$ 50 bilhões nós vamos providenciar", destacou Lula.

"Não podemos ter dúvida de que fomos o último país a sentir os efeitos da crise e vamos ser os primeiros a sair. Não podemos ter medo.Quando a crise passar o mundo vai precisar comprar e nós não podemos ter medo de produzir", disse Lula.

O presidente disse que a agricultura é um setor que reage rápido às medidas governamentais. "O programa Trator Popular, lançado no programa Mais Alimentos no ano passado, vendeu 11 mil unidades, cerca de 75% da produção de tratores no país", disse o presidente.

A ministra Dilma Roussef tranquilizou os agricultores quanto às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ela, o programa foi acusado de ficar só no papel no ano passado, porque não havia políticas e projetos. "Agora temos vários e parte deles serão delegados ao próximo governo. São rodovias, pontes, ferrovias e portos que vão facilitar o escoamento das safra".

Ela garantiu que, em breve, o Brasil não será mais dependente de insumos importados. O país está explorando reservas de potássio na Amazônia para produção de fertilizantes. "O Brasil possui uma das maiores reservas de potássio do mundo', disse a ministra.

O presidente Lula lembrou aos cerca de dois mil agricultores presentes ao lançamento, que uma das medidas anunciadas no plano é relativa à recuperação do meio ambiente. "Se o país precisa conservar e preservar o meio ambiente, a sociedade como um todo necessita colaborar e pagar por isso. Da mesma forma que queremos preservar, temos de pagar para as pessoas preservarem a terra " , argumentou Lula.

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Agricultura prestigia pecuária de Goianésia !

 

O secretário de Agricultura, Leonardo Veloso,  participa da abertura da Exposição Agropecuária de Goianésia, marcada para quinta-feira, dia 25, às 18 horas. Durante a Exposição serão lançados produtos e comercializados animais da região. O evento é uma promoção da prefeitura da cidade, Sindicato Rural de Goianésia e Secretaria da Agricultura. Goianésia fica na região do Vale do São Patrício, a 198 quilômetros de Goiânia.

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Agricultura familiar: setor pode produzir energia renovável

 

Utilização de resíduos agrícolas oriundos da agricultura familiar na produção de energia renovável" é tema do programa de rádio Prosa Rural, da Embrapa Informação Tecnológica, que será veiculado em todas as regiões do Brasil, de hoje até o dia 28 de junho. O tema será apresentado pela Embrapa Agroenergia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
No programa o pesquisador da Embrapa Agroenergia, José Dilcio Rocha, explica como os agricultores familiares podem utilizar resíduos agrícolas produzidos na propriedade rural para produção de energia. Em toda propriedade rural são encontrados diversos resíduos, como sobras de madeira, casca de arroz e de café, sabugo de milho, caroço de açaí, bagaço de limão e laranja, entre outros.

De acordo com o pesquisador, qualquer resíduo agrícola ou florestal pode ser matéria prima para a produção de briquetes - uma fonte concentrada e comprimida de material energético que pode ser queimado no lugar da lenha.

Os briquetes são produzidos a partir de qualquer biomassa vegetal, matéria-prima que deve ser processada por uma briquetadeira, máquina com capacidade para processar entre 50 e 1000 kg/h de resíduos. O pesquisador desenvolveu uma briquetadeira que está sendo fabricada por empresas da iniciativa privada. O equipamento deve ser dimensionado para atender a cada propriedade e ter um custo de investimento e operacional compatível.

Durante o programa, Dilcio explica os procedimentos a serem adotados para a produção dos briquetes. O primeiro passo é manusear os resíduos com o mesmo cuidado com que se manuseia produção de alimentos. Além disso, devem estar fora de alcance da chuva e terra. Dado o primeiro passo, os resíduos devem ser secados e moídos. Logo após, o resíduo estará pronto para ser briquetado.

Com o material na mão é hora do produtor ganhar dinheiro. Dilcio sugere que o produtor deve buscar na cidade mais próxima, estabelecimentos comerciais que tenham forno ou caldeira para serem compradores dos briquetes produzidos.

Pizzaria, padaria, hotel, olaria ou cerâmica, laticínios, indústria de gesso, entre outros que usam forno são sugestões.

É importante também fazer um plano de negócios para controlar os custos envolvidos nesta atividade, que pode ser feita com a parceria da assistência técnica ou da associação de produtores. O produtor rural deve se organizar com outros produtores para adquirir equipamentos mais caros como briquetadeira, secador e picador.

Diante dos preços altos dos combustíveis tradicionais, da crescente conscientização quanto à preservação ambiental e das dificuldades para obtenção de lenha, a produção de briquetes se apresenta como uma alternativa que traz benefícios sociais, econômicos e ambientais. O biocombustível substitui a lenha na sua totalidade, sem a necessidade de qualquer modificação no equipamento, inclusive os novos fornos a lenha compactos trazendo assim economia, comodidade, rentabilidade e a garantia no fornecimento. "Esse aproveitamento ajuda na renda do pequeno produtor, além de evitar que este material seja queimado a céu aberto, causando danos ao meio ambiente", conclui o pesquisador.

Além das sugestões do pesquisador, os ouvintes também podem escutar dicas para produção dos briquetes. Produzido por Dijalma Barbosa da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em um diálogo informal, entre casal de produtores, Dona Maria convence Seu Zé que, no lote onde moram, muito produtos podem ser reciclados e virar lenha ecológica. Desse jeito, não faltará mais fogo para cozinhar. Com informações da assessoria de imprensa da Embrapa Agroenergia.

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Desmatamento da Amazônia cria ciclo econômico insustentável

 

A derrubada da Floresta Amazônica no Brasil produz um crescimento econômico insustentável, que atrai a população pobre para terras recém-desmatadas sem melhorar suas condições de vida ao final, afirmaram pesquisadores nesta quinta-feira.

Ambientalistas têm apontado há muito tempo para a existência deste ciclo, mas um novo estudo publicado no periódico Science quantifica o fenômeno com o acompanhamento de diferentes estágios do desmatamento ao longo de décadas.

"Apesar da ideia generalizada de que o desmatamento é o preço a ser pago pelo desenvolvimento, nós descobrimos que na verdade o desenvolvimento é transitório, não representa uma melhora sustentada do bem-estar das pessoas", disse a principal autora, Ana Rodrigues.

De um modo ideal, os cientistas teriam estudado a derrubada da Amazônia ao longo do tempo. Em vez disso, eles foram a 286 localidades em estágios variados do ciclo de desmatamento, desenvolvimento e declínio, explicou Ana Rodrigues em uma entrevista por telefone.

Os cientistas monitoraram indicadores-chave de prosperidade --renda, educação e saúde-- entre os habitantes das áreas destruídas da Amazônia.

"Nós comparamos esses dados em diferentes estágios da fronteira de desmatamento: antes do início, bem no meio da fronteira e depois de ela já ter passado", disse a pesquisadora.

O processo normalmente funciona assim:

Primeiro, pessoas pobres e sem terra de todo o Brasil se dirigem a lugares onde o corte inicial de árvores acontece, recebendo uma rápida quantia de dinheiro e obtendo uma melhora na qualidade de vida.

O comércio de madeira rapidamente dá lugar à agricultura e à pecuária. No começo, a terra é fértil e produtiva, mas logo entra em declínio. Já sem madeira para vender, os habitantes da região escolhem entre ficar nas terras que conseguiram possuir ou partir para outra fronteira de desmatamento.

"Nós acreditamos que o impulso que nós vemos, a rápida expansão... na renda, na saúde e na educação, acontece porque as pessoas estão explorando rapidamente recursos naturais que não estavam acessíveis antes", disse Ana Rodrigues.

"O que acontece mais tarde é uma combinação de aumento populacional... com superexploração dos recursos naturais."

A Amazônia e outras grandes florestas estão cada vez mais valorizadas como depósito do dióxido de carbono responsável pelo aquecimento global; a vegetação nos campos agrícolas e nos pastos não armazena a mesma quantidade de CO2. Prevê-se que qualquer tipo de acordo global para frear a mudança climática incluirá recursos para desencorajar o desmatamento.

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Produção Agrícola Brasileira

 

O desenvolvimento do agronegócio no Brasil acompanhou o crescimento da produção de grãos, iniciado em larga escala a partir de meados da década de sessenta. Antes, a economia agrícola brasileira era caracterizada pelo predomínio do café e do açúcar. Pouca importância que se dava ao projeto de se utilizar a imensa base territorial brasileira na produção de grãos. A produção de alimentos básicos, como milho, arroz e feijão eram voltados para a subsistência, e os poucos excedentes dirigidos ao mercado eram insuficientes para formar uma forte cadeia do agronegócio dentro dos moldes hoje conhecidos.

O notável crescimento da produção de grãos (principalmente da soja) foi a força motriz no processo de transformação do agronegócio brasileiro e seus efeitos dinâmicos foram logo sentidos em toda a economia. Inicialmente surgiu um imenso parque industrial para a extração do óleo e do farelo da soja e outros grãos. A disponibilidade de grande quantidade de farelo de soja e milho permitiu o desenvolvimento de uma moderna e sofisticada estrutura para a produção de suínos, aves e leite, bem como a instalação de grandes frigoríficos e fábricas para a sua industrialização. Foi criado também um sistema eficiente de suprimento de insumos modernos (fertilizantes, defensivos, maquinários agrícolas etc.) e uma rede de distribuição que inclui desde as grandes cadeias de supermercados até os pequenos varejistas locais.

Inicialmente calcado na expansão da área plantada, principalmente nas regiões de fronteira, a partir da década de noventa o crescimento da produção, em bases competitivas, passou a depender cada vez mais da adoção de novas tecnologias no processo produtivo.

A política agrícola a partir de 1995 foi a de combinar, de forma eficiente, a utilização de instrumentos econômicos como o crédito rural e os programas de suporte à comercialização com instrumentos estruturais como a pesquisa agropecuária.

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Agricultura Ecológica.

 

Agricultura Sustentável e Sistemas Ecológicos de Cultivo (Agricultura Química x Agricultura Ecológica)

É necessário esclarecer que existem diferenças entre a agricultura tradicional e a agricultura praticada atualmente. Chama-se agricultura tradicional o conjunto de técnicas de cultivo que vem sendo utilizado durante vários séculos pelos camponeses e pelas comunidades indígenas. Estas técnicas priorizam a utilização intensiva dos recursos naturais e da mão-de-obra direta. A agricultura tradicional é praticada em pequenas propriedades e destinada à subsistência da família camponesa ou da comunidade indígena, com a produção de grande variedade de produtos.

Desde o final da Segunda Guerra Mundial teve início um processo de declínio da agricultura tradicional praticada até então. Na década de 60, começa a ser implantada uma nova agricultura, chamada moderna, que se caracteriza pelo grande uso de insumos externos, utilização de máquinas pesadas, mau manejo do solo, uso de adubação química e biocidas. A agricultura moderna existe há poucos anos e já demonstra o colapso de suas técnicas. Desta forma, não pode ser considerada uma agricultura de fato sustentável, ao contrário da agricultura tradicional, que tem centenas de anos de história e sustentabilidade a longo prazo.

O termo mais adequado para denominar a agricultura praticada atualmente é agricultura moderna, convencional, química ou de consumo. Esta agricultura teve origem a partir de modificações na base técnica da produção agrícola, o que se chamou de modernização, e apresenta conseqüências que demonstram sua insustentabilidade.

O consumo exagerado de insumos externos, ou seja, insumos de fora da propriedade ou de sua região, geralmente são de alto custo e causam a dependência financeira, tecnológica e biológica do produtor. A produção destes insumos não passa pelo produtor e não é influenciada por ele, gerando a dependência financeira e a dominação do fornecedor. Da mesma forma, sua aplicação não é de conhecimento e controle do produtor, de onde vem a dependência tecnológica e, junto com ela, a biológica, no que se refere à manipulação genética e uso de microorganismos.

As sementes tradicionais, que eram selecionadas e utilizadas pelos camponeses ano após ano, estão se perdendo. Hoje, existe apenas uma pequena variedade de plantas em que se consegue obter a mesma produção a cada safra. Em geral, o produtor não consegue mais utilizar a mesma semente, tem que adquirir outras variedades e usar novos insumos. É o que acontece com a semente híbrida, que exemplifica a típica ideologia da agricultura moderna: o consumo permanente.

Na agricultura moderna, tudo que é produzido de dejetos, efluentes ou resíduos é lixo. Estes subprodutos são depositados na natureza, causando grande impacto ambiental. Esta maneira de pensar consumista é uma concepção muito nova, moderna, destruidora, não-rege­nera­ti­va que reflete a falta de harmonia entre homem e ambiente  e a despreocupação com o todo. O mesmo acontece nas cidades. A área onde são construídas as cidades é a mesma em que são colocados os dejetos produzidos por elas. Isto significa o homem poluir a si mesmo.

A utilização de máquinas pesadas também faz parte da ideologia da agricultura moderna. Quanto maiores forem as máquinas, mais tecnologia e status representam. No entanto, estas máquinas têm um alto custo e exigem financiamentos que causam o endividamento do produtor agrícola. Isto não é sustentabilidade. Outro inconveniente do uso de máquinas pesadas é o grande impacto na estrutura do solo e o afastamento do agricultor da terra.

A desestruturação do solo causa a pulverização e compactação da terra. Já o afastamento do agricultor da terra faz com que se perca o contato com a mesma, o diálogo com a natureza e a observação das plantas e animais. Além disto, também possui conseqüências sociais, como a migração do colono para as cidades por causa de financiamentos que acabam comprometendo a propriedade.

O mau manejo e o uso intensivo do solo também provocam desestruturação. Na camada mais superficial, o solo fica desintegrado, pulverizado. Na camada mais profunda, o solo fica compactado pelo uso sistemático de máquinas pesadas. Com o tempo, forma-se uma camada dura e compactada embaixo da terra e uma camada fofa e pulverizada em cima, que, teoricamente, seria o ideal para receber a semente. Estas condições, aliadas à chuva, causam o deslocamento do solo - também chamado de perda de solo anual -, a dificuldade de penetração e fixação das culturas, a dificuldade de trocas químicas, a dificuldade de absorção de água e oxigênio e a intoxicação ou eliminação total da microvida. Este é o custo ambiental da agricultura moderna e do mau manejo do solo.

A adubação química pesada, de alto custo, causa o desequilíbrio fisiológico da planta, o desequilíbrio ecológico do solo e a dependência do agricultor. As plantas possuem um mecanismo de resistência a "pragas" - o termo correto seria "insetos com fome" (Teoria da Trofobiose, de Francis Chaubossou) - que se baseia em seu equilíbrio fisiológico.

As plantas equilibradas não são boas hospedeiras ou bons alimentos para bactérias, fungos, vírus, insetos, nematóides, ácaros. Isto ocorre porque estas plantas apresentam em sua seiva proteínas complexas que não podem ser desdobradas por estes organismos pela falta de enzimas necessárias para a quebra das cadeias de proteínas. Já as plantas desequilibradas por estresse, por aplicação de produtos químicos, por variações de clima, por inadequação da espécie à região, são bons alimentos, pois possuem menor capacidade de metabolização dos aminoácidos livres para transformá-los em proteínas complexas. Desta forma, o inseto dito "praga" tem condições de evoluir, já que os aminoácidos livres são alimento para ele.

O desequilíbrio biológico do solo, causado pela utilização de produtos químicos, afeta microorganismos responsáveis pela disponibilidade de nutrientes importantes para a planta que não consegue absorvê-los através de suas raízes. Desta forma, não existe a colaboração de microorganismos do solo para processamento da matéria orgânnica. Esta microvida está sendo sistematicamente eliminada. Além disso, quando o agricultor trabalha com adubação química constante, cria a necessidade cada vez maior de utilização de nutrientes químicos, ocorrendo sua dependência econômica e cultural.

O uso freqüente e intensivo de biocidas (herbicidas, inseticidas, acaricidas, nematicidas, fungicidas) é uma prática de conseqüências bastante graves. Os adeptos da agricultura moderna não gostam deste termo, mas, na verdade, os biocidas são produtos que matam a vida. Alguns matam ervas, insetos, ácaros, mas se o homem entra em contato com estes produtos também acaba morrendo ou tendo doenças como câncer e degenerações genéticas.

O que fica bem caracterizado dentro do modelo de agricultura moderna é a dependência tecnológica e cultural. A cultura agrícola camponesa, tradicional, vai se perdendo com o tempo, principalmente com o desrespeito ao agricultor e a supervalorização do técnico-cientista, que impõe técnicas importadas, desconhecidas pelo agricultor, assim como acontece com os insumos.

A destruição de alimentos, o consumo exagerado, a insustentabilidade a longo prazo e o balanço energético negativo também são características próprias da agricultura moderna. Dentro das estruturas de transformação de alimentos, a perda e a ineficiência do processo são muito grandes. A destruição de alimentos pode ser observada através das questões de mercado, da estocagem, do transporte e da comercialização.

A agricultura moderna, extremamente consumista, não fecha ciclos, não tem a preocupação de reciclar, de regenerar, de fazer com que o produto retorne para a fonte. Isto é observado nos lixões das cidades. O material orgânico não retorna para a agricultura em forma de adubo e o material mineral - latas, vidros - não retorna para a produção. tudo é consumido ou descartado. O não fechamento de ciclos tem um balanço energético negativo. A sociedade moderna consome mais do que produz.

E isto tem reflexos na insustentabilidade da agricultura moderna. Considerando-se a história da humanidade, este novo modelo de agricultura está em prática há um período muito curto. No entanto, já mostra seu colapso. Deve-se perceber este colapso e encontrar caminhos. Um deles é retomar a agricultura tradicional do camponês, conhecer fundamentos e práticas agrícolas já esquecidas e buscar alternativas sustentáveis para a agricultura.

Como alternativa à agricultura moderna amplamente praticada atualmente, a agricultura ecológica começa a se estender no mundo e no Brasil através de diversas correntes que se diferenciam em alguns pontos, mas possuem princípios comuns. Estas tendências têm origem e precursores diferentes, recebem denominações específicas - Orgânica, Biodinâmica, Natural, Permacultura, Alternativa, Nasseriana -, mas possuem o mesmo objetivo: promover mudanças tecnológicas e filosóficas na agricultura.

Agricultura Orgânica: é a mais antiga e tradicional corrente da agricultura ecológica. Teve origem na Índia e foi trazida por acadêmicos franceses e ingleses, ainda hoje influenciando a sua sistemática de trabalho. A agricultura orgânica é baseada na compostagem de matéria orgânica, com a utilização de microorganismos eficientes para processamento mais rápido do composto; na adubação exclusivamente orgânica, com reciclagem de nutrientes no solo; e na rotação de culturas. Os animais não são utilizados na produção agrícola, a não ser como tração dos implementos e como produtores e recicladores de esterco.

Agricultura Biodinâmica Originária da Alemanha, é baseada no trabalho de Rudolf Steiner. As principais características, além da compostagem, é a utilização de "preparados" homeopáticos ou biodinâmicos, elementos fundamentais na produção que são utilizados para fortalecimento da planta, deixando-a resistente a determinadas bactérias e fungos, e do solo, ativando sua microvida. Os animais são integrados na lavoura para aproveitamento de alimentos, ou seja, aquilo que o animal tira da propriedade volta para a terra. A importação de adubo orgânico não é permitida, pois materiais orgânicos de fora da propriedade ou da região não são adequados por não possuírem a bioquímica, a energia ou a vibração adequada à cultura. Existe a preocupação com o paisagismo, com a arquitetura e com a captação da energia cósmica. A agricultura biodinâmica está baseada na Antroposofia, que prega a importância de conhecer a influência dos astros sobre todas as coisas que acontecem na superfície da terra.

Agricultura Natural: Com origem no Japão, a principal divulgadora desta corrente de trabalho ecológico é a Mokiti Okada Association (MOA). Além da compostagem, utilizam microorganismos eficientes que têm capacidade de processar e desenvolver matéria orgânica útil. Utilizam a adaptação da planta ao solo e do solo à planta. Este é o primeiro passo para a manipulação genética e, conseqüentemente, para a dominação tecnológica, característica semelhante à agricultura moderna, não sendo bem aceita por outras correntes da agricultura ecológica.

Permacultura: Tem origem na Austrália e no Japão e segue o pensamento de Bill Mollison. As principais características são os sistemas de cultivo (sistemas agro-silvo-pastoris) e os extratos múltiplos de culturas. Utilizam a compostagem, ciclos fechados de nutrientes, integração de animais aos sistemas, paisagismo e arquitetura integrados. Na Permacultura não existem tecnologias adequadas ou próprias, mas sim "tecnologias apropriadas". A comunidade tem determinada importância, deve ser auto-sustentável e auto-suficiente, produzindo seus alimentos, implementos e serviços sem a existência de capital. A comercialização deve ser feita através da troca de produtos e serviços.

Agricultura Alternativa: Seus precursores no Brasil foram Ana Primavesi, José Lutzenberger, Sebastião Pinheiro, Pinheiro Machado e Maria José Guazelli. Os princípios desta corrente são a compostagem, adubação orgânica e mineral de baixa solubilidade. Dentro da linha alternativa, o equilíbrio nutricional da planta é fundamental. Aparece, então, o conceito de Trofobiose, que considera a fisiologia da planta em relação à sua resistência a "pragas" e "doenças". Outra característica é o uso de sistemas agrícolas regenerativos, e daí surgiu a agricultura regenerativa, termo defendido por José Lutzenberger. Outras pessoas dentro desta mesma tendência adotaram o termo agroecologia (Miguel Altieri) que possui um cunho político e social. A agroecologia prioriza não só a produção do alimento, mas também o processamento e a comercialização. Esta linha também se preocupa com questões sociais como a luta pela terra, fixação do homem ao campo e reforma agrária.

Nasseriana: É a mais nova corrente da agricultura ecológica e tem como base a experiência de Nasser Youssef Nasr no Estado do Espírito Santo. Também chamada de biotecnologia tropical, defende o estímulo e manejo de ervas nativas e exóticas, a multidiversidade de insetos e plantas, a aplicação direta de estercos e resíduos orgânicos na base das plantas, adubações orgânicas e minerais pesadas. Nasser diz que a agricultura de clima tropical do Brasil não precisa de compostagem, pois o clima  quente e as reações fisiológicas e bioquímicas intensas garantem a transformação no solo da matéria orgânica. No Brasil, defende Nasser, o esterco deve ser colocado diretamente na planta, pois esta sabe o momento apropriado de lançar suas radículas na matéria orgânica que está em decomposição, e os microorganismos do solo buscam no esterco os nutrientes necessários para a planta e os levam para baixo da terra. Outro ponto interessante é o uso de ervas nativas e exóticas junto com a cultura para que haja diversidade de inços. Desta forma, é preciso manejar as ervas nativas de maneira que elas mantenham o solo protegido e façam adubação verde. Não temos uma agricultura de solo, mas de sol.

Todas estas diversas correntes e tendências dentro da agricultura ecológica concordam que a agricultura sustentável precisa de alguns princípios básicos para se implantar como tal. O primordial seria o respeito, a observação e o diálogo com a natureza. Um verdadeiro camponês, agricultor, agrônomo ou técnico agrícola deve ter a capacidade de perceber e de entender o que está acontecendo com a planta e com o animal. Isto resulta no uso da natureza a favor da cultura.

Também é importante o aproveitamento de recursos naturais renováveis, a reciclagem de lixo orgânico e de resíduos, a adubação orgânica e a humidificação do solo, a adubação mineral pouco solúvel, o uso de defensivos naturais, o controle biológico e mecânico de insetos e ervas, a permanente cobertura do solo e a adubação verde.

Outras técnicas comuns são a diversificação dos cultivos e dos animais, a consorciação e a rotação de culturas e a não-utilização de agrotóxicos, adubos químicos solúveis e hormônios vegetais ou animais. Com relação a defensivos naturais, alguns são tolerados pela agricultura ecológica. Nenhuma corrente recomenda produtos para controle de insetos, ácaros ou fungos, mas existe a possibilidade de usar extratos e caldas vegetais - piretro, nicotina, retonona, sabadilha -, pó de enxofre, calda bordalesa e sulfocálcica, sulfato de zinco, permanganato de potássio. Estes produtos são usados com pouco ou menor impacto ambiental. Soluções de óleo mineral, querosene e sabão são produtos que podem ser usados, pois não são intoxicantes ou impactantes do meio ambiente.

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Agricultura orgânica se expande na Zona da Mata Paraibana

 

A partir de uma nova mentalidade na cultura da produção de hortas e frutas, está sendo possível unir desenvolvimento econômico com consciência ecológica na zona da mata paraibana. Os benefícios dos produtos orgânicos para os produtores e os consumidores da região já repercutem na ampliação de novas hortas, implantadas nos municípios de Alhandra e Pitimbu.

Mais de 40 produtores das comunidades rurais ‘Litoral Sul’ e ‘Taquara’ foram capacitados no cultivo de hortaliças orgânicas. Além de entrar em contato com o conceito e a metodologia utilizada na agricultura orgânica, sem agrotóxico e com o uso de biofertilizantes, os produtores já colocaram em prática algumas técnicas de produção aprendidas na ocasião.

“Com a adesão das duas comunidades, a zona da mata conta agora com doze municípios atuando na produção orgânica. Isso representa um aumento na qualidade do padrão alimentar da população, além de gerar rendas e novas oportunidades de negócios para os pequenos produtores rurais”, afirma Reinaldo Ferreira, gestor do projeto de Agricultura orgânica do Sebrae Paraíba.

Segundo Reinaldo, após a implantação das hortas e a primeira fase de capacitação, será promovido em breve reuniões de sensibilização para fortalecer o associativismo rural, além de palestras voltadas para a comercialização e gestão de empreendimentos.

“Também devemos implantar pequenas feiras no município. Oferecer o produto orgânico produzido na região para o mercado da própria região é uma alternativa inicial que beneficia todos os lados da comunidade”, comenta Reinaldo.

A iniciativa é resultado da parceria entre o Sebrae Paraíba, as Prefeituras de Alhandra e Pitimbu, a Associação de Produtores Rurais e o Banco do Nordeste.

Natural - Em uma produção diferenciada em relação à praticada na região, os agricultores aprendem com o cultivo orgânico de frutas e verduras, sobre a necessidade de respeito ao Meio Ambiente. Hoje, os donos de terras na Zona da Mata iniciaram o processo de substituição de fertilizantes convencionais por outros biofertilizantes, feito com o esterco, restos de vegetação, leite e mel.

O controle de pragas em propriedades assistidas pelo Sebrae também dispensa o uso de defensivos agrícolas industriais. Em lugar deles, o extrato de urtiga, cinza, alho e uma variedade de produtos são usados como inseticidas naturais, que além de não agredirem a natureza, apresentam baixo custo.

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Soja e o milho poderá ter quedas no RS.

 

Rs deve colher 750 mil toneladas de milho e soja à menos por causa das secas que vem ocorrendo no território gaucho. São perdas de 25 % na produção. A soja poderá ter 497 mil toneladas á menos e o milho poderá ter 257 mil toneladas à menos. Isto é o resultado do aquecimento global que faz com que estas partes do mundo fiquem secas e prejudiquem o plantio. No RS a chuva esta cada vez mais escassa e o plantio mais prejudicado.

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Soja: bolha no preço será só neste trimestre

 

Esta é a recomendação que se pode tirar do relatório da RC Consultores sobre soja, enviado hoje de tarde para o blog. Isto porque a "bolha" no preço do produto lá fora deve durar só até o meio do ano. Só que nem isso será suficiente para elevar a produção neste ano. A previsão da consultoria é de um pequeno crescimento, de até 3%. É que mesmo com a melhora na margem operacional do produtor, com a queda no preço dos insumos, ainda falta crédito.

Além disso, a "bolha" no preço neste segundo trimestre não vai impedir que a soja em grãos tenha uma queda de 22% no preço internacional, segundo cálculos da RC. Um dos fatores é a diminuição da especulação nos mercados futuros de commodities. Outro é a queda na demanda internacional.
 
O preço só não vai cair mais, entre outros fatores, pela estagnação da produção brasileira e pelas reduções nas produções de Argentina, por causa da seca, e dos Estados Unidos, que cedeu área de plantio de soja para o milho.

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Fundamentos da Agricultura Orgânica.

Agricultura orgânica é o sistema de manejo sustentável da unidade de produção com enfoque sistêmico que privilegia a preservação ambiental, a agrobiodiversidade, os ciclos biogeoquímicos e a qualidade de vida humana.

A agricultura orgânica aplica os conhecimentos da ecologia no manejo da unidade de produção, baseada numa visão holística da unidade de produção. Isto significa que o todo é mais do que os diferentes elementos que o compõem. Na agricultura orgânica, a unidade de produção é tratada como um organismo integrado com a flora e a fauna.

Portanto, é muito mais do que uma troca de insumos químicos por insumos orgânicos/biológicos/ecológicos. Assim o manejo orgânico privilegia o uso eficiente dos recursos naturais não renováveis, aliado ao melhor aproveitamento dos recursos naturais renováveis e dos processos biológicos, à manutenção da biodiversidade, à preservação ambiental, ao desenvolvimento econômico, bem como, à qualidade de vida humana.

A agricultura orgânica fundamenta-se em princípios agroecológicos e de conservação de recursos naturais. O primeiro e principal deles, é o do RESPEITO À NATUREZA. O agricultor deve ter em mente que a dependência de recursos não renováveis e as próprias limitações da natureza devem ser reconhecidas, sendo a ciclagem de resíduos orgânicos de grande importância no processo. O segundo princípio é o da DIVERSIFICAÇÃO DE CULTURAS que propicia uma maior abundância e diversidade de inimigos naturais. Estes tendem a ser polífagos e se beneficiam da existência de maior número de hospedeiros e presas alternativas em ambientes heterogêneos (Risch et al, 1983; Liebman, 1996). A diversificação espacial, por sua vez, permite estabelecer barreiras físicas que dificultam a migração de insetos e alteram seus mecanismos de orientação, como no caso de espécies vegetais aromáticas e de porte elevado (Venegas, 1996). A biodiversidade é, por conseguinte, um elemento-chave da tão desejada sustentabilidade. Outro princípio básico muito importante da agricultura orgânica é o de que o SOLO É UM ORGANISMO VIVO. Desse modo o manejo do solo privilegia práticas que garantam um fornecimento constante de matéria orgânica, através do uso de adubos verdes, cobertura morta e aplicação de composto orgânico que são práticas indispensáveis para estimular os componentes vivos e favorecer os processos biológicos fundamentais para a construção da fertilidade do solo no sentido mais amplo. O quarto e último princípio é o da INDEPENDÊNCIA DOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO em relação a insumos agroindustriais adquiridos altamente dependentes de energia fóssil que oneram os custos e comprometem a sustentabilidade.

Na agricultura orgânica os processos biológicos substituem os insumos tecnológicos. Por exemplo, as práticas monoculturais apoiadas no uso intensivo de fertilizantes sintéticos e de agrotóxicos da agricultura convencional são substituídas na agricultura orgânica pela rotação de culturas, diversificação, uso de bordaduras, consórcios, entre outras práticas. A baixa diversidade dos sistemas agrícolas convencionais os torna biologicamente instáveis, sendo o que fundamenta ecologicamente o surgimento de pragas e agentes de doenças, em nível de danos econômicos (USDA, 1984; Montecinos, 1996; Pérez & Pozo, 1996). O controle de pragas e agentes de doenças e mesmo das plantas invasoras (na agricultura orgânica essas espécies são consideradas plantas espontâneas) é fundamentalmente preventivo.

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LAVOURA DE ARROZ TEM BOM DESENVOLVIMENTO NO RS


Com cerca de 99% da área semeada, o levantamento de estágio da cultura do Irga informa que 18% das lavouras estão na fase de emergência e 82% já avançaram para a fase vegetativa, quando a planta de arroz inicia o crescimento. Os produtores, agora, devem estar atentos ao início da irrigação e o controle de plantas daninhas.

De acordo com o diretor técnico, Valmir Menezes, os arrozeiros devem antecipar o processo de irrigação para o acelerar o desenvolvimento da planta. “A irrigação deve iniciar quando a planta atingir três ou quatro folhas”, frisa. Além disso, o controle precoce das plantas daninhas é uma das recomendações do Projeto 10, difundido pelo Irga, e ocorre paralelamente a entrada da água na lavoura.

Zona Sul foi a primeira região a finalizar o plantio

A Zona Sul do Estado foi a primeira região a finalizar o plantio no Rio Grande do Sul. A área de 163,7 mil hectares foi totalmente semeada até a última semana e outras regiões também devem concluir o plantio nos próximos dias. Segundo o levantamento do Irga, a região da Campanha tem sete municípios com toda a área plantada e o processo chega a 99,5%.

Na Fronteira Oeste, o plantio evoluiu para 98,7% e na Depressão Central a semeadura chega a 96% da área prevista. As Planícies Costeiras Interna e Externa tem cerca de 98% do plantio concluído. Nesta safra, o Estado cultivará 1,05 milhão de hectares de arroz.

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CRISE DO MILHO AJUDA PLANTIO DE MANDIOCA NO PR



A valorização da mandioca é conseqüência das altas do milho, já que devido às elevações dos preços, encarecendo também seu amido, indústrias de alimentos, siderurgia e de papel estão optando pelo amido de mandioca.

A valorização da mandioca é conseqüência das altas do milho, já que devido às elevações dos preços, encarecendo também seu amido, indústrias de alimentos, siderurgia e de papel estão optando pelo amido de mandioca.

"São
empresas que já conhecem o amido de mandioca, já usaram no passado, mas estavam reticentes por causa dos problemas ocorridos em 2003 e 2004, quando houve falta e alta de preço do produto, levando-as a optar pelo amido de milho", diz o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam), Ivo Pierin Júnior, que afirma que a recuperação já vinha ocorrendo desde o ano passado, mas nos últimos meses, devido à falta de milho no mercado e das altas de preços, a retomada dos negócios foi fortalecida.

"Os usos dos dois amidos são muito semelhantes, com algumas vantagens para o de mandioca em determinadas aplicações", diz o presidente da Abam. Com o aumento da procura pelo amido de mandioca, a área destinada à mandiocultura está sendo ampliada, principalmente na região do Arenito Caiuá, onde estão às principais fecularias e indústrias de farinha de mandioca do Paraná.

Segundo Pierin, a seca dos últimos meses causou atraso no plantio de mandioca e com isso o aumento da área plantada poderá ser menor do que o previsto. "Teremos que esperar para observar como será a produtividade após essa seca, mas o aumento da área está ocorrendo".

No mercado internacional a valorização do amido é ainda mais expressiva, saltando de US$ 300 para US$ 500 a tonelada nas últimas semanas. De acordo com Pierin, isto está acontecendo devido à falta de milho nos Estados Unidos e
na Europa, o que aumentou a procura, e conseqüente valorização, do milho brasileiro.

"A partir do advento do etanol de milho nos Estados Unidos, houve uma mudança nas commodities, com reflexos nos preços internacionais do amido". A demanda pelo milho abriu espaço para o amido de mandioca.

 

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PREÇO DA SOJA PODERÁ CONTINUAR VOLÁTIL

O presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira, pontuou que na safra 2009/2010 um dos grandes problemas continuará sendo a volatilidade dos preços da soja que, aliada a outros fatores, gera incertezas. “Não há sustentação do preço de soja, pode haver queda extra nos valores das commodities, o chamado risco China, aliado a elevação futura na taxa de juros, escassez de crédito além do risco da volta da inflação”.

Luciano Carvalho, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa), acrescentou que uma maneira de sair pela tangente é tentar ao máximo negociar os custos com insumos. “Houve 33,3% de recuo no preço da soja futura neste primeiro vencimento de março em relação ao ano passado. E para o cenário não piorar, não pode ocorrer a valorização da taxa de câmbio (real) frente ao dólar, pois a competitividade é reduzida. É necessário ter poder de barganha para tentar comprar a melhores preços os insumos”. 
 
Carvalho frisa que a China é uma grande incógnita e que caso o Produto Interno Bruto (PIB) do país asiático não cresça, deverá haver renegociações nos preços da oleaginosa. “Por exemplo, se o gigante não crescer 8% e apenas 6%, provavelmente irá renegociar preço da soja. Isso já ocorreu com o aço brasileiro”.
 
O palestrante do Cepea/Esalq/USP, Mauro Osaki, lembra que as tradings estão balançadas com a falta de crédito no mercado internacional. “Quanto à tomada de crédito pelas tradings temos que ressaltar que elas tiveram que pagar a matriz e houve momentos de corte de crédito. O mercado futuro só se estabelece quando comprador e vendedor entram em consenso sobre o preço do produto. E o comprador está na mesma situação de escassez de crédito. É provável que só compre aquilo que realmente irá precisar”.
 
O produtor rural e conselheiro da Aprosoja/MT Carlos Ernesto Augustin ressalta a necessidade de fazer pressão sobre o governo, que deve disponibilizar mecanismos para que haja fixação de mercadorias no mercado futuro. “O governo de São Paulo anunciou recentemente que irá pagar metade do custo do margeamento para o mercado de opção de contrato futuro. Outro ponto crucial é a variação do custo do insumo. Devemos ter poder de fogo para comprar insumos e pressionar para que a renegociação de dívidas seja repactuada de acordo com a renda”.
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AGRICULTURA BRASILEIRA

 

A agricultura brasileira é um dos setores econômicos mais estratégicos para a consolidação do programa de estabilização da economia iniciado com o Plano Real, em 1994. A grande participação e o forte efeito multiplicador do complexo agroindustrial no PIB, o alto peso dos produtos de origem agrícola (básicos, semi-elaborados e industrializados) na pauta de exportações e a contribuição para o controle da inflação são exemplos da importância da agricultura para o desempenho da economia brasileira nos próximos anos.

A agropecuária representa cerca de 12% do PIB nacional, considerando-se apenas o valor da produção. Quando se usa o conceito moderno de agribusiness (que abrange a soma total das operações de produção e distribuição de insumos e novas tecnologias agrícolas, produção propriamente dita, armazenamento, transporte, processamento e distribuição dos produtos agrícolas e seus derivados), a participação do complexo agroindustrial alcança mais de 35% do PIB, evidenciando o efeito multiplicador que esse setor exerce sobre a economia como um todo e sobre o interior do País em particular.

Já na pauta de exportações brasileiras, a participação da agricultura, apesar de ter recuado significativamente com o processo de industrialização do País, ainda é fundamental. Mais de 1/4 das exportações brasileiras ainda são oriundas deste setor. O País destaca-se no cenário internacional como grande exportador, apresentando uma pauta de exportação agrícola diversificada, na qual os principais produtos são: café, suco de laranja, grão, farelo e óleo de soja, açúcar, fumo e cigarros, papel e celulose, carnes bovina, suína e de aves.

A manutenção da inflação em patamares baixos, impedindo a deterioração do poder de compra da maioria da população, está diretamente relacionada com a oferta agrícola a preços razoáveis, uma vez que no Brasil os alimentos constituem um bem-salário. Tendo em vista os pontos acima, um bom desempenho da produção agrícola brasileira torna-se condição sine qua non para o êxito futuro do Plano Real. A produção agrícola, que se situa em torno de 83 milhões de toneladas de grãos, precisa crescer a taxas maiores que o crescimento populacional (1,4% ao ano) para, além de atenuar o problema da fome existente no Brasil, gerar divisas e novos postos de trabalho.

O Brasil apresenta grande potencial de crescimento para sua produção agrícola, pois conta com clima favorável que possibilita duas ou mais safras por ano; grandes extensões de áreas agricultáveis ainda não aproveitadas; disponibilidade de água; produtores e agroindústrias com bom nível tecnológico; demanda mundial por alimentos em crescimento; e, acima de tudo, um grande potencial de aumento no consumo interno. Apesar de todo esse potencial, a agricultura brasileira não vem crescendo a taxas expressivas nos últimos anos. É portanto fundamental, para a formação das expectativas dos diversos agentes econômicos que atuam na economia brasileira, conhecer as principais restrições a um desempenho mais consistente do setor agrícola e avaliar as suas perspectivas para os próximos anos.

Fazer qualquer análise prospectiva sobre a agricultura brasileira impõe que se faça antes uma abordagem sobre os caminhos e transformações pelos quais passou nas últimas décadas. Isto porque grande parte dos problemas e soluções que se apresentam em discussão guarda uma relação direta com os avanços e atrasos contidos no âmbito da política agrícola passada e suas variações.

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Um pouco da nossa Agricultura.

 

Existe a ação das cooperativas agrícolas e das empresas industriais, que, ao assegurarem a aquisição da safra (seja elas em moldes capitalistas ou de base familiar camponesa), estimulam o cultivo e a especialização agrícola em determinadas áreas do país. Frutas tropicais e soja são os principais produtos, cujos espaços de produção mais marcantes são, respectivamente, os vales irrigados do Sertão Nordestino (rios São Francisco e Açu) e o oeste baiano.

Merecem ser mencionados os seguintes produtos da agricultura comercial brasileira:

- café: durante muito tempo, manteve-se circunscrito ao Paraná e a São Paulo, produzindo pelo regime de parceria. Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo conservam a dianteira da produção. Bahia e Rondônia surgiram como novas áreas produtoras, com uma particularidade: são cultivadas, principalmente, por paranaenses, antigos produtores do norte do Paraná. O Paraná tem aumentado em grande quantidade sua produção de café nos últimos anos, pela introdução de espécies novas (café adensado), desenvolvidas pelo IAPAR (Instituto Agronômico do Paraná);

- soja: expandiu-se com maior vigor no país, durante os anos 70, notadamente nos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul. Cultura típica de exportação, está cada vez mais voltada para o mercado interno em razão do crescente consumo de margarinas e óleos na alimentação do brasileiro. Atualmente, verifica-se sua expansão nas áreas do cerrado, sobretudo nos estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Bahia;

- cana-de-açúcar: apesar de ser cultivada no Brasil desde o século XVI, sua produção foi estimulada, a partir de 1975, com a criação do Proálcool. O Estado de São Paulo detém mais da metada da produção nacional, mas também é encontrada em Goiás, Paraná, Rio de Janeiro, além de estados nordestinos (Zona da Mata);

- laranja: produto largamente cultivado para atender à demanda da indústria de sucos, tem no estado de São Paulo seu principal produtor. Paraná e Minas Gerais estão se convertendo em novas e importantes áreas de produção. O Brasil é um grande exportador de suco concentrado, principalmente para os EUA;

- arroz: o Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional de arroz irrigado. Outros estados se destacam na produção dessa cultura alimentar básica: Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso, Maranhão, Goiás e São Paulo.

Outros produtos de destaque são: o trigo, apesar de ser insuficiente para abastecer o mercado interno; o algodão, fortemente controlado pela indústria têxtil e de alimentos (óleo). O cacau, cultura ecológica, encontra-se em crise, notadamente na Bahia, seu maior produtor.

Vale lembrar que muitos produtores do Sul, principalmente do Paraná e do Rio Grande do Sul, trocaram de território. Entre as principais causas, está o preço da terra. Com isso, muitos migraram para outros estados do país, tornando-se produtores de soja e café, principalmente. Outros transferiram-se para países vizinhos, como a Bolívia e o Paraguai. Como já foi dito, a questão da terra não é apenas nacional, ela já se transforma em uma questão transnacional.

 



 

 

 

 

 

 

 


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